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A brief presentation

In the past 20 years, in the wake of Expo 1998 in Lisbon, national urban regeneration and rehabilitation strategies had a significant impact on the upgrade of public space in Lisbon Metropolitan Area (LMA), with hundreds of projects delivered. Especially under EU funding frameworks, many public space projects have been delivered under the rationales of environmental resilience (i.e. water and flood management, green corridors, urban agriculture), sustainable mobility (i.e. transit systems, bicycle and walkable paths, traffic and parking control) and social inclusion (i.e. social housing neighbourhoods and precarious settlements, new local facilities), widening the scope and relevance of public space. It is, however, unclear to which extend such interventions are effectively contributing to tackle those challenges in a systematic way.

Therefore, the starting question of this research is whether public space should be conceived and shaped at the metropolitan scale, in order to provide an integrated and coherent network, capable of efficiently responding to the challenges of urban robustness, low-carbon mobility and territorial cohesion.

To address this question, the project explores the hypothesis that a Metropolitan Public Space Network (MPSN), if conceptualized, planned and designed at a metropolitan scale, can maximize territorial synergies and integration.

To explore this argument, MetroPublicNet looks into recent public space improvement projects in LMA as a research object to:

1) identify and systematize its features and rationales,

2) analyse and assess its structural components and impacts, and

3) contribute with a design-oriented perspective on the shaping of a future Metropolitan Public Space Network.

The project’s temporal framework (1998-2020) and spatial focus (Lisbon Metropolitan Area) provide a rich and diverse ground to learn from. It is a period during which LMA faced a transition from a long-standing development model based on sprawl to a compact and regeneration-based planning model; on the other hand, LMA has been a testbed for various urban development policies, namely those with EU funding, requiring critical assessment and evaluation for future adjustment.

Therefore, the project pursues three main objectives:

- A contribution to the national and European discussion regarding territorial policy and design at the metropolitan scale, particularly on the role of public space as a tool for metropolitan integration and identity-building;

- A contribution to the critical assessment of public space improvement projects in LMA in regard to 1) their framing under key societal challenges and 2) their contribution to build coherent and integrated territorial networks;

- A contribution to public space design and policy recommendations and guidelines, through collaborative partnership between the university, administration and civil society.

Uma introdução ao projeto

Nos últimos 20 anos e na sequência da Expo98 em Lisboa, as estratégias nacionais de regeneração e reabilitação urbana tiveram um impacte significativo na qualificação do espaço público na Área Metropolitana de Lisboa, com centenas de intervenções implementadas. Particularmente no âmbito dos quadros de financiamento da União Europeia, muitos destes projetos fundamentaram-se em lógicas de resiliência ambiental (gestão da água e de inundações, corredores verdes, agricultura urbana), de mobilidade sustentável (transporte coletivo, ciclovias e ligações pedonais, controle de tráfego e estacionamento) e de inclusão social (espaços exteriores em bairros e áreas críticas, equipamentos locais), ampliando a diversidade e a visibilidade do espaço público. No entanto, não é claro o efetivo contributo destas intervenções na resposta sistémica aqueles desafios.

Neste quadro, a questão de partida visa perceber se o espaço público pode ser concebido e estruturado ao nível metropolitano, de modo a organizar uma rede integrada e coerente, que responda aos desafios da robustez urbana, da mobilidade de baixo carbono e da coesão territorial.

Perante esta questão, o projeto explora a hipótese de que uma Rede Metropolitana de Espaço Público, se conceptualizada, planeada e projetada à escala metropolitana, pode maximizar sinergias territoriais e formas de integração.

Para explorar esse argumento, o MetroPublicNet analisará os projetos recentes de espaço público na AML com vista a:

1) identificar e sistematizar suas características e fundamentos;

2) interpretar e desenvolver uma leitura crítica relativamente às suas componentes estruturais e impactes;

3) contribuir com uma visão prospetiva e projetual sobre uma futura Rede Metropolitana de Espaço Público;

O enquadramento temporal do projeto (1998-2020) e o seu foco espacial (Área Metropolitana de Lisboa) proporcionam um campo de grande riqueza e diversidade de experiências. Trata-se de um período durante o qual se evidenciou uma progressiva transição de uma lógica metropolitana assente na expansão urbana para um modelo orientando para uma maior compacidade e baseado na regeneração urbana; por outro lado, a AML tem-se sido um verdadeiro laboratório de aplicação de várias políticas de desenvolvimento urbano, nomeadamente as que enquadram a aplicação de fundos comunitários, colocando-se a necessidade de uma leitura e interpretação críticas para futuros ajustamentos e recomendações.

Por conseguinte, o projeto tem como principais objetivos:

- Um contributo para o debate nacional e europeu sobre a política territorial e o projeto de escala metropolitana, em particular no domínio do espaço público e do seu papel como instrumento de integração metropolitana e de construção de identidades;

- Um contributo para a leitura crítica dos projetos de qualificação de espaço público no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa, no que diz respeito 1) ao seu enquadramento face aos grandes desafios societais e 2) ao seu contributo para a construção de redes territoriais coerentes e integradas;

- Um contributo para a conceção do espaço público, através de recomendações de política e contributos propositivos, através de parcerias de colaboração entre a universidade, a administração e a sociedade civil.